segunda-feira, 17 de maio de 2010

Base

Já temos uma "base" de festa, agora precisamos de inscritos para a discutir. Querem saber qual é ?
Então é só mandar um mailzinho catita para mariabotija@gmail.com

quarta-feira, 21 de abril de 2010

perscrutação na sede dia 1 de Maio!

a todos os que já responderam!
a todos os que estão por responder!
a todos os que ficaram a pensar e ainda não decidiram!
a todos os que só querem dar umas achegas!
a todos os que podem estar nuns momentos e não noutros!
a todos os que têm uma vontade imensa de partilhar coisas!

a todos esses vai dirigido este convite:

venham encontrar-se comigo. na sede do porto. dia 1 de Maio. às duas horas da tarde.
vamos começar a encontrar o nosso rumo e a construir setembro.
a construir os dias 3, 4 e 5 de setembro.
os tais dias de festa.
os tais dias em que festejamos os 40 anos.

venham!
são bem-vindos!
são todos bem-vindos!


um grande abraço para todos

domingo, 4 de abril de 2010

I ACTO

(Situação fictícia)

Benvindos todos ao salão de festas
faz bem andar metido nestas andanças
se agora danças
logo pensas
e mais
fazes diferentes
dias que eram iguais

1. (em voz bem alta) Benvindos todos à festa dos 40 anos do Mocamfe.

2. (em voz baixa) Caramba...quarenta anos...Q U A R E N T A !!

1. (na mesma voz bem alta) Ela começa agora. No preciso momento em que estas linhas são escritas. Começa para todos os que quiserem nela entrar.

2. (em voz ainda baixa) Qua-ren-taComove tanto como assusta, assusta tanto como entusiama, apela logo a chavões musicais da ternura dos ditos. eheh! Dá vontade de estarmos juntos, todos juntos, os dos quarenta anos e dos muitos campos e gentes de vida, como alguém dizia.

1. (em voz suficientemente alta) Desde 1970 que por cá se anda...Abril não tinha ainda acontecido e já rapazes e raparigas, com vontade de estar e com amor à Mãe Natureza, se juntavam de mochila às costas e desbravavam (-se) caminhos à procura de algo.

2. (dirigindo-se para 1) Sim, dá vontade de fazer festa. Uma grande festa, um festão! Para celebrar.

3. (ao ouvido de 2) Para celebrar o tempo em que conseguimos ser aflitos, celebrar a vida, celebrar a natureza e o privilégio de estarmos em pé de mãos dadas à espera que se atire alguém com força, qual jogo de confiança, contra os braços apertados uns dos outros.

1. (continuando a dirigir-se para um público) E agora é tempo de ser retrovisor e olhar para trás e reflectir sobre o que virá. Sobre a nossa própria existência.

3. (ao ouvido de 2) Se o Mocamfe acabasse aos 40 anos, seria diferente a festa? Ainda temos espaço para a aflição? Temos medo de ter valores? De os pensar? De os definir?

2. (para 3) Durante anos ouviu-se falar do “espírito do Mocamfe” como algo estranho e complexo, tão difícil de definir como quando, em turrinhas, se voltava para o grupo de amigos da escola e nos perguntavam “então o que fizeste nas férias?”, e envergonhados tentávamos explicar que “fizemos um campo” e as palavras faltavam para o descrever...de turrinhas ao director, as palavras continuam a faltar. Felizmente, ainda ninguém consegue definir com precisão o que é isto de “ser do Mocamfe”, espero que nunca se descubra.

1. O Mocamfe cresceu para além das férias ao longo destes anos. Foi Natal, foi arqueólogo, foi serra, foi construção, foi arquitectura, foi teatro, foi fotografia, foi padre, foi ateu, foi agnóstico, foi cumpridor, foi pobre, foi rico, foi tudo, porque nos campos sempre houve espaço para ser tudo e esperemos que continue a ser. Pensamento. Sempre pensamento.

4. Com licença. (1, 2 e 3 olham a entrada de 4) Quero fazer a festa. Quero chamar pessoas para fazer a festa comigo. Quero pensá-la. O meu nome é Maria Botija. (a da festa rija!) e, sim, quero fazer a festa.

Começo por aqui: O que é o Mocamfe para ti ? (para 1) e para ti…(para 2) e para ti… (para 3)

1.Imagens

2. Objectos, Óscares, Circulares, Memórias Físicas

3. Coragem de dizer e fazer e surpreender

4. Bom, então o que eu, Maria Botija, pensei foi numa maneira de fazer as coisas (certa ou errada, talvez não importe, é um começo). Pensei no que queria:

um bom dia

actividades soltas e à La Gardaire aka Barraquinhas (Talasnal, Imagem, Som, Canto da Palavra, Recanto da Música, Sentidos, História)

os Dragões e o Pisca!

danças (daquelas que até à chuva se dançam)

serões daqueles em que todo o espaço fica cheio de vozes e imagens

uma celebração a estes quarenta anos

um boa noite ilustre cheio de vozes

um espaço para estarmos com aqueles que não vemos há muito e conhecer quem nunca vimos

Pensei nestas coisas. Pensei em como elas se poderiam espalhar pelos dias e pelos espaços.

Mas queria também saber quem me quer ajudar a pensar.

Quem me quer ajudar a pensar?

Quem me quer ajudar a pensar?

(1, 2 e 3 levantam os braços)

E mais? Quem mais me quer ajudar?

Fim

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